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Comunicações e histórico ​

O que isto é — e o que não é ​

Uma comunicação é o registo do que se disse: um email enviado, uma chamada recebida, uma reunião, uma carta, uma notificação do tribunal.

Não é um canal de envio. O escritório continua a mandar o email pelo seu programa de correio e a telefonar pelo telefone. O que aqui fica é o facto — porque o que se perde num escritório raramente é a mensagem: é a memória de que foi trocada, com quem, e o que ficou combinado.

Essa memória, quando vive em caixas de correio pessoais, sai do escritório com quem sair.

Onde se registam ​

Na ficha de um caso ou na ficha de um cliente, na secção Comunicações. O botão «Registar» abre um formulário curto.

Uma comunicação pertence sempre a alguma coisa — um caso, um cliente ou um contacto. Não é possível guardar uma comunicação solta: seria exatamente a informação que este registo existe para deixar de se perder.

Uma chamada de angariação de alguém que ainda não é cliente regista-se na ficha do contacto, e não tem caso nenhum atrás. É normal, e é o que se quer.

Os campos que importam ​

Enviámos / Recebemos. A direção. Muda como a linha se lê no histórico.

Canal. Email, telefone, WhatsApp, reunião, carta, tribunal, SMS. Tribunal está separado de carta de propósito: uma notificação judicial não é correspondência, tem consequência processual, e quem varre o histórico à procura do que faz correr prazo precisa de a distinguir de relance.

Quando aconteceu. Distinto de quando foi registada. Uma chamada de sexta lançada na segunda-feira pertence à sexta — se ficasse na segunda, o histórico contaria a história errada a quem o lesse daqui a um ano.

Voltar a isto em. Opcional. É o que põe a comunicação em «Por responder» no seu Hoje, no dia que escolher. Quando responder, carregue em «Já respondi» e sai da lista.

Só quem registou a comunicação a pode dar por respondida — quem escreveu «ligar de volta na quarta» é quem tem de ligar.

Quem vê o quê ​

Uma comunicação de um caso herda a confidencialidade do caso. Se o caso é reservado, o que se disse sobre ele é reservado — quem não alcança o caso não vê as comunicações dele, nem na listagem nem pelo endereço direto.

Não há um interruptor de confidencialidade por comunicação, e é deliberado: daria a situação em que o caso está fechado e a conversa sobre ele está aberta.

Partilhar com o cliente ​

Uma comunicação nasce interna. Para o cliente a ver no portal, é preciso um gesto à parte: o botão «Partilhar com o cliente», na própria linha.

São duas fechaduras diferentes, e as duas têm de abrir:

  • no acesso ao portal do cliente, a área Comunicações tem de estar ligada — ver Portal do cliente;
  • e cada comunicação tem de ser partilhada, uma a uma.

Abrir a área não publica nada por si. É o que impede que um clique errado ponha um histórico inteiro de conversas internas ao alcance do cliente.

«Retirar do portal» desfaz a partilha a qualquer momento.

Apagar ​

Só sócios e advogados séniores apagam uma comunicação, e mesmo assim ela não desaparece da base — apagar o registo do que se disse a um cliente é apagar prova.

O histórico do caso ​

No fundo da ficha de um caso está o Histórico: tudo o que aconteteu, por ordem, do mais recente para o mais antigo — a abertura, as partes, as tarefas, os prazos, as audiências, os compromissos, os documentos, as comunicações, as notas do escritório, as despesas, as faturas e as transferências de responsável.

As famílias em que um atraso custa alguma coisa — prazos e audiências — vêm marcadas na margem.

Não é a mesma coisa que o registo de atividade logo abaixo. O histórico mostra o que o caso tem; a atividade mostra quem mexeu nele. Um prazo é marcado e vence sem que ninguém carregue num botão, e por isso um histórico que viesse só do registo de quem fez o quê teria buracos exatamente onde importa.

O histórico do cliente ​

Na ficha de um cliente, o histórico responde a «o que é que o escritório já fez por esta pessoa»: casos abertos e encerrados, o que se lhe disse, os documentos, o que se lhe faturou e o que pagou.

Os casos que não pode ver não entram — nem o número deles, que já seria informação a mais.

Manual do utilizador